Redes de Computadores: Entenda o que é!

Uma Rede de Computadores não é um “bicho de sete cabeças”, mas, como qualquer outra coisa, para que entendamos melhor é necessária uma ligeira interação sobre os principais conceitos, características e tecnologias que estão envolvidas na comunicação entre computadores.
 
 
Resumidamente, uma Rede de Computadores é um conjunto de equipamentos e computadores interligados que seguem determinadas regras para se comunicarem entre eles. Está certo! Mas...
 
Vamos “entrar” um pouco mais nesse universo de transmissão de bits!
 
Não é de qualquer forma que os computadores podem ser conectados uns aos outros para formar uma rede. É preciso uma série de equipamentos, bem como, escolher a TOPOLOGIA FÍSICA (estrutura física) e a TOPOLOGIA LÓGICA (tecnologia de transmissão de dados, tais como: Ethernet, FastEthernet, GigabitEthernet, Token Ring, FDDI, etc.) da rede.
 
Quanto à TOPOLOGIA, a figura abaixo ilustra os tipos de estrutura física de redes utilizadas:



a
 
A escolha da topologia da rede se baseia numa série de critérios, tais como: escalabilidade, capilaridade, geografia da rede, tecnologia de transmissão, segurança, entre outros.
 
 
Além disso, deve-se fundamentalmente definir os PROTOCOLOS de comunicação da rede.
 
Um protocolo é uma descrição formal de um conjunto de regras e convenções que governam a maneira de comunicação entre os dispositivos em uma rede. Os protocolos determinam o formato, temporização, sequência, e controle de erros na comunicação de dados. Sem os protocolos, o computador não pode criar ou reconstruir o fluxo de bits recebido de outro computador no seu formato original.
 
Os protocolos controlam todos os aspectos de comunicação de dados, que incluem o seguinte:
 
- Como é construída a rede física;
- Como os computadores são conectados à rede;
- Como são formatados os dados para serem transmitidos;
- Como são enviados os dados;
- Como lidar com erros;
 
Estas regras para redes são criadas e mantidas por diferentes organizações e comitês. Incluídos nestes grupos estão: Institute of Electrical and Electronic Engineers (IEEE), American National Standards Institute (ANSI), Telecommunications Industry Association (TIA), Electronic Industries Alliance (EIA) e International Telecommunications Union (ITU), anteriormente conhecida como Comité Consultatif International Téléphonique et Télégraphique (CCITT).
 
Com relação à “geografia” da rede, além das mais conhecidas LANs e WANs, também existem as MANS, SANs e VPNs. Vejamos uma breve descrição de cada uma dessas:
 
 
LAN – Local Area Network (rede de área loca): são redes pequenas, como as que encontramos em casa e escritórios;
 
MAN – Metropolitan Area Network (rede de área metropolitana): são redes de maior porte, como as redes de universidades, parte de uma cidade, bancos e suas filiais, etc.;
 
WAN – Wolrd Area Network (rede de área mundial): é a rede de maior abrangência geográfica e é a que mais conhecemos e usamos: a Web!
 
SAN – Storage-Area Network (rede de armazenamento-a-área): é uma rede dedicada de alto desempenho, usada para transportar dados entre servidores e recursos de armazenamento (storage). Por ser uma rede separada e dedicada, ela evita qualquer conflito de tráfego entre computadores clientes e servidores.
 
VPN – Virtual Private Network (rede virtual privada): é uma rede particular que é construída dentro de uma infra-estrutura de rede pública como a Internet global.
 
Equipamentos de Rede
 
A figura abaixo ilustra os principais dispositivos de rede, bem como a sua simbologia:
 
a
Cada dispositivo tem suas características específicas, mas todos têm a mesma finalidade: permitir a comunicação entre dispositivos de uma rede ou entre dispositivos de redes diferentes.
 
 
Vamos conhecer um pouco mais sobre cada um deles.
 
Um repetidor é um dispositivo de rede usado para regenerar um sinal. Os repetidores regeneram os sinais analógicos e digitais que foram distorcidos por perdas na transmissão devido à atenuação. Um repetidor não realiza decisões inteligentes sobre o encaminhamento de pacotes como um roteador ou bridge.
 
As bridges, ou pontes, convertem os formatos de dados transmitidos na rede assim como realizam gerenciamento básico de transmissão de dados. As bridges, como o próprio nome indica, proporcionam conexões entre redes locais. As bridges não só fazem conexões entre redes locais, como também verificam os dados para determinar se devem ou não cruzar a bridge. Isto faz com que cada parte da rede seja mais eficiente.
 
Os hubs concentram conexões. Em outras palavras, juntam um grupo de hosts e permitem que a rede os veja como uma única unidade. Isto é feito passivamente, sem qualquer outro efeito na transmissão dos dados. Os hubs ativos não só concentram hosts, como também regeneram sinais.
 
Os switches de grupos de trabalho (Workgroup switches) adicionam mais inteligência ao gerenciamento da transferência de dados. Eles não só podem determinar se os dados devem ou não permanecer em uma rede local, mas como também podem transferir os dados somente para a conexão que necessita daqueles dados. Outra diferença entre uma bridge e um switch é que um switch não converte os formatos dos dados transmitidos.
 
Os roteadores possuem todas as capacidades listadas acima. Os roteadores podem regenerar sinais, concentrar conexões múltiplas, converter formatos dos dados transmitidos, e gerenciar as transferências de dados. Eles também podem ser conectados a uma WAN, que lhes permite conectar redes locais que estão separadas por longas distâncias. Nenhum outro dispositivo pode prover este tipo de conexão.

Main Menu