A Robótica a Serviço da Medicina

O uso da tecnologia a serviço da medicina vem ganhando espaço nos hospitais do Brasil e do mundo. Além de sofisticados programas de diagnósticos por imagem, de cirurgias e pacientes monitorados à distância, o uso de robôs nas intervenções cirúrgicas se apresenta como um campo em que o saber tecnológico e o médico tornam-se interdependentes. O sucesso das cirurgias robóticas traz, dentre outras coisas, a conquista de uma maior precisão; habilidade imprescindível a todos os cirurgiões. Com o auxílio de um robô, o profissional pode fazer movimentos na medida exata sem necessitar despender muito esforço e consegue manter as estruturas que devem ser preservadas.

Introduzida no Brasil já a alguns anos a realização de retiradas de próstata, a tecnologia que permite operar através de robôs pode ser encontrada em três hospitais paulistas: Albert Einstein, Sírio Libanês e Oswaldo Cruz. À técnica da laparoscopia convencional, adicionam-se braços robóticos que, comandados pelo cirurgião de uma estação remota, permitem total controle das pinças e da ótica pelo profissional. Com quatro destes braços robóticos que reproduzem em tempo real a destreza da mão e do punho do cirurgião, o sistema utilizado pelos hospitais brasileiros é responsável por eliminar tremores e movimentos involuntários, aumentando a exatidão do procedimento. Os robôs realizam, ainda, movimentos impossíveis ao corpo humano, como girar o punho em 360°.

A iniciativa segue na direção da difundida tendência de cirurgias minimamente invasivas. O que significa que são menos traumáticas para os pacientes. Apesar do preço do robô ser mais caro, as cirurgias têm a vantagem de um tempo de recuperação e internação bastante reduzido, porque, nestes casos, as incisões são menores do que se o procedimento fosse executado diretamente pelas mãos do profissional.

No Brasil, os robôs-cirurgiões já são utilizados em sete áreas médicas, mas as áreas em que mais se faz uso deste tipo de técnica são a urologia (em casos de câncer de próstata), ginecologia (em cirurgias de endometriose) e a cirurgia bariátrica (para a obesidade). Transplantes de fígado também já são feitos através dessa técnica e, desde meados desta década, crescem os estudos sobre microrobôs capazes de tratar disfunções cardíacas. Outro avanço recente no Brasil foi a retirada de tumores de rim com a preservação do órgão, beneficiando, assim, os pacientes, já que a chance de desenvolver insuficiência renal é menor o que quando se retira o rim inteiro.

A realização de cirurgias robóticas exige um alto nível de qualificação por parte de quem opera a máquina. Os especialistas pensam ser ainda precipitado afirmar que os resultados das cirurgias robóticas são melhores do que os das cirurgias por laparoscopia ou por via aberta. No entanto, é inegável que as cirurgias com o robô trazem maior segurança, perícia e são menos traumáticas para tecidos e vasos que devem ser preservados. De todo modo, é bom saber que se trata de um campo que ainda tem muito por crescer.

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